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Sempre-viva
11
editorial
Horror de flor
Contam os mais velhos que, antigamente, coisa de mais
de meio século pra trás, em determinada época do ano
a Várzea de Milho Verde ficava branquinha. Claro, neve é que
não era. Eram flores, vivas, sempre-vivas.
A quantidade era tanta, e a altura dos pendões das flores
era tamanha, que quando o povo ia a cavalo pras bandas
de Capivari ou Chacrinha, à vontade, pés descalços, montado
em pelo, riscando esse mato a fora, os dedos dos pés iam se enchendo de sempre-vivas,
colheita involuntária.
Era aquele trem. Coisa comum. Distração à toa. Vidinha besta
de quem estava acostumado com aquele “horror” de flor...
A sempre-viva
da foto acima foi colhida no Capivari.
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Sempre-viva
Sempre-viva, viva sempre
nesta vila sempre viva
guardada na minha mente
uma flor que me cativa
Aos turistas, é atraente
a sempre-viva do campo
quando tomba lentamente
cobrindo o verde com o branco
Viva, viva, sempre-viva
a natureza agradece
viva sempre nesta vila
esta vila a merece
Jesualdo
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Imagens de Milho
Verde
Rancho de tropeiros

Desta
fotografia, data e autor são desconhecidos.
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Amor se dá, não se vende
Não se compra, não se empresta
Quem o compra, se arrepende
E quem o vende, não presta
versinhos recolhidos por
Fabiele Cristina Silveira

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O violão é minha fome.
Fome de riso e de alegria,
de concentração e presteza.
Quando choro um chôro chorado
minha alma se alegra.
Quando rio um alegro cômico
minha alma se enche de tristeza
por saber que a vida
é o sofrimento de uns
a alegria de outros
e a ilusão de todos.
Elias Matni

Painel de
patchwork de Fernanda Mônica e Maria Amélia,
fotografado por Renato Nunes.
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Hino a Milho Verde
Milho Verde é meu encanto
Gosto de você com fé
Milho Verde eu a amo tanto
Sei que igual outro não é
A sua paisagem
Que beleza, que esplendor
Chafariz e cachoeiras
São obras do Criador
O seu povo hospitaleiro
Sempre alegre e feliz
Recebe com alegria
Gente até de outro país
Suas ruas entapetadas
Com o verde da esperança
Neste lugar vivo tranqüila
Sonho feito uma criança
Sua escola irradia
Muita luz, muito saber
Nela estuda os seus filhos
Pro seu nome enobrecer
Muitos que aqui viveram
Amaram-lhe até morrer
Milho Verde eu lhe prometo
Que o mesmo vou fazer
Onilda Batista

Foto
de Leandro Aragão - 2006
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Indicação de leitura
Rataplã
Belezura de boi; a língua
grávida suplica.
O homem imola e coze
o guisado, suplício.
Um cortejo invoca
mão de fiar bença
a carcaça sacoleja,
rediviva retumba:
rataplã Boi-Bumbá.
Sílvio Neves
do livro Águas
Editora Mundo de Cetim

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expediente
Sempre-viva boletim poético
nº 11 ano III setembro 2006 edição online
Milho Verde
Minas Gerais
edição impressa
tiragem 1000 exemplares
distribuição gratuita
realização
espaço de criação literária
do Ponto de Cultura
orientação
Vítor Kawakami
editoração
Elisa Marques
Jorge Arndt
participantes do espaço
Núbia Paloma Mota
Sarah Antunes
Tainá de Hollanda
Andréia Fernandes
Fabrícia Silveira
agradecimentos
Rodrigo
Júlio César
Thomas Kuberek
Jandira

O
saci na abertura desta edição foi
elaborado a partir de pintura de Willer Bontempo
Clique
aqui para fazer o download do saci em alta resolução (papel de parede)
realização


Fazer saber, para tornar fazer e poder contar
apoio

impressão

(31) 3357 5777
  
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