Instituto Milho VerdePonto de Cultura - Cordão Cultural por Milho Verde
Instituto  
Ponto de cultura 
   > Espaço de inclusão digital 
   > Espaço de criação literária
            boletim poético 
            Café Lírico 
   > Espaço de criação audiovisual
   > Espaço de criação artesanal e costura
   > Espaço de proteção ao meio ambiente
   > Espaço de criação de brinquedos e brincadeiras
   > Espaço de expressão teatral
  
> Espaço de criação de papel reciclado com fibras
  
> Espaço de expressão das tradições locais e construção de instrumentos
   > Espaço de expressão corporal e dança-afro
   > Espaço de expressão musical
   > Mostras itinerantes
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Contato
 


Este é  o primeiro número do informativo "Óia o Mio!" realizado pelos participantes do espaço de inclusão digital do Ponto de Cultura Cordão Cultural de Milho Verde.
Através deste informaremos os acontecimentos do nosso vilarejo de Milho Verde.

 

Grupo de bordados da Barra da Cega participará da TEIA 2007

De 7 a 11 de novembro acontecerá em Belo Horizonte a TEIA 2007, encontro nacional dos pontos de cultura. O evento contará com um “Mercado Criativo” instalado na Serraria Souza Pinto, onde os pontos de cultura que produzem algum artesanato possam expor e vender seus trabalhos. O grupo de bordado da Barra da Cega, região rural de Milho Verde, apoiado pelo ponto de cultura Cordão Cultural por Milho Verde, participará deste mercado expondo suas almofadas bordadas e aplicadas à mão.

Desde março de 2007, este grupo de mulheres se encontra aos sábados na sede da Associação da Barra da Cega para a produção destas almofadas, oficina que acontece no espaço de criação artesanal e costura, ministrada por D. Maria Pornóbis, moradora local.

 

Conheça o nosso Vilarejo!

 

Milho Verde é um pacato vilarejo de cerca de 600 habitantes. Aqui já teve um quartel de Dragões, também por ser um lugar no alto, que avista as estradas que trazem qualquer pessoa até aqui.
            Também é cercada de cachoeiras de águas límpidas, cor de caramelo.
Tem uma areia branca e fina que lembra as praias.
           
E os quintais... Jabuticabas, laranjas, goiabas, marmelos, uma delícia que parece uma fazenda com vários moradores.
           
E com isso tem boi, vaca, cavalo, cachorro, galinha e crianças pelas ruas como um segmento de suas casas, seus currais. Aliás, currais mesmo são poucos, pois a maioria das criações bebe água e pastam na várzea, que é de todo mundo, e é também APA (área de preservação ambiental). Que não tem sido muito preservada, pois muitos dos donos se acham mais donos que outros. O que não é verdade, pois a várzea foi presente da Mãe Natureza, para todos Milho Verdenses por partes iguais!


           

E o povo daqui é educado! Bom dia fulano! Bom dia cicrano! E é receptivo: Vamos tomar um café? É simples. Moram sem sofisticação, de forma simples e digna, como caberia a todos os homens, se todos dividissem igualmente o que tem aqui no planeta! E que é o bastante para todos.     
           
São pessoas boas que ajudam quem estiver no aperto. Principalmente nas estradas, que não são lá grandes coisas. Mas de alguns anos para cá tem ônibus todos os dias da semana. Porque a dificuldade de sair e chegar aqui já foram maiores.
           
As pessoas aqui também gostam muito de música, dança, Catopés, Marujada, Caboclinhos, festa de Nossa Senhora do Rosário, folia de Reis. Procissões têm também!
           
Daqui se avista o Pico do Itambé. E fica perto do Capivari, que tem também lindas cachoeiras, e tem outras comunidades por perto como Ausente, Barra da Cega, etc.
           
E a luz no amanhecer, e o pôr do sol e a Serra do Ouro!
           
Um conjunto de coisas simples. Que torna esse lugar simplesmente...Encantador!

 

Poder Público inicia o processo de criação da Área de Preservação da Várzea e do Lajeado

 

Uma bela planície com grandes serras contornando este lugar, patrimônio de beleza natural. Com belas cachoeiras e poços caudalosos de águas com cor amareladas devido às serras. Aqui existem inúmeras variedades de flores, canela de ema, p-palantos, a belíssima sempre-viva e botões ouro dos campos verdes.

Atualmente a várzea sofre com inúmeras degradações como: as grandes queimadas que todo ano destroem a vegetação; exploração das montanhas próximas retirando suas pedras, levando tanta areia para as águas assoreando nosso lajeado e mudando o leito do córrego; grande demarcação de lotes nesta área para venda ilegal e construções; trânsito de veículos contribuindo para as erosões locais entre outras.

 

Sendo assim a comunidade de Milho Verde tenta se mobilizar para a criação de uma área de preservação(patrimônio natural) da várzea e do lajeado junto aos órgãos competentes. Em setembro deste ano Paulo Simões - Secretário de cultura, turismo e meio-ambiente do Serro, representantes do IEF, moradores das comunidades de São Gonçalo, Capivari e Milho Verde se reuniram para discutir a criação desta área de preservação. Alguns moradores que de alguma forma tiram parte de sua sobrevivência nesta área, colhendo flores ou usando o local pra pastagem de animais se mostraram um pouco receosos devido às possíveis restrições que poderiam ter caso está área de preservação se concretize. Outra polêmica foi o possível apoio da MMX, mineradora que atua no Serro, com seus equipamentos para medição (topógrafos) da área a ser considerada. Mas em grande maioria os participantes chegaram à conclusão que alguma ação de preservação na várzea deve ser realizada com urgência para tentar amenizar os impactos ambientais existentes. Criu-se uma comissão para acompanhar a criação da área de preservação com representatividade de todas as comunidades presentes.

Neste mês de outubro o secretário, policiais militares, funcionários da AMAJE e um representante do IEF estiveram na várzea realizando a medição da área para a posterior demarcação.

 

A Associação do Catopê e da Marujada lança o Catálogo
"Tradições dos Cantos Sagrados de Milho Verde"

 

 

         Em 2005, um ano após sua criação, a Associação Cultural e Comunitária do Catopé e da Marujada de Milho Verde e Adjacências – ACMVA – começou a inventariar os cantos sagrados de Milho Verde expressos por meio de Vissungos e dos cantos do Catopés e da Marujada. Os mestres cantadores e os dançantes da região compartilham do desejo de ver essas práticas culturais reconhecidas como um direito coletivo da comunidade local e como parte do patrimônio imaterial brasileiro, compreendendo que este reconhecimento pode se configurar como um passo importante para a continuidade dessas tradições, cujo significado histórico e cultural deve ser transmitido às novas gerações.

            Com o apoio do Fundo Nacional de Cultura/MINC, através do edital de fomento às manifestações das culturas populares, a ACMVA realizou um diagnóstico sócio-econômico e cultural das comunidades de Milho Verde, Ausente, Baú e Barra da Cega, territórios de manifestação desses cantos. Também foram recolhidos depoimentos, registros fotográficos, sonoros e visuais, com os guardiões desses saberes e com a comunidade local. Estimulou-se ainda momentos de repasse das tradições por meio de oficinas, encontros e até mesmo em sala de aula da Escola Estadual Professor Leopoldo Pereira, de Milho Verde.

            Como resultado do trabalho, a ACMVA lançou o catálogo “Os Cantos Sagrados de Milho Verde”, antecedendo a Festa de N. Sra. do Rosário da localidade, que aconteceu no dia 20 de setembro. A distribuição do catálogo ocorreu nas comunidades onde foi realizado o diagnóstico sócio-econômico, para as bibliotecas públicas, centros culturais e escolas da região.

 

Conheça nosso Ponto de Cultura

 

 

O Ponto de Cultura Cordão Cultural por Milho Verde objetiva-se na formação e consolidação de espaços de criação artística, expressão simbólica e trocas de informações (fazeres e saberes) que são difundidas através da criação audiovisual (programas de rádio e vídeos) e literária (boletim poético), e pela realização de mostras culturais em espaços públicos das comunidades (largos, praças, escolas e associações comunitárias) e do Encontro Cultural (anual). Nesses espaços se promove a prática e o intercâmbio das linguagens artísticas e expressões simbólicas – música, canto, dança, artesanato, criação de brinquedos, criação de instrumentos musicais, envolvendo integrantes das comunidades, artistas e educadores.

São os seguintes espaços propostos no Ponto de Cultura:

espaço de criação audiovisual
criação literária (boletim poético sempre- viva)
inclusão e criação digital
expressão musical
tradições locais e construção de instrumentos
papel reciclado com fibras
expressão corporal e dança- afro
brinquedos e brincadeiras
proteção ao meio ambiente
criação artesanal e costura
expressão teatral

 

Realização: