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Instituto Ponto de cultura Encontro Cultural > Programa 8º Encontro Cine do Campo Comunidade Contato
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Perguntou-lhe
Natanael: Pode haver coisa bem-vinda de Nazaré? |
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| A
Oitava edição do Encontro Cultural de Milho Verde abrigou o Encontro
Ambiental (16 e 17 de julho de 2007), que apresentou temas de interesse
para as questões ecológicas em Milho Verde.
A importância da preservação da Várzea foi discutida em termos do valor do patrimônio natural da região como reserva hídrica e de diversidade biológica, e para a manutenção da qualidade de vida da população e da atratividade turística (veja como foi a programação do Encontro Ambiental). A Várzea, a Serra do Ouro e a Serra do Raio estão inseridas em vários contextos de proteção ambiental, o que reforça o interesse para a constituição de um Parque. Todos estes lugares estão incluídos na Área de Proteção Ambiental (APA) das Águas Vertentes, que se destina à proteção de mananciais de diversas bacias hidrográficas, e à proteção do entorno do Parque Estadual do Pico do Itambé. A região situa-se na Serra do Espinhaço, declarada Reserva da Biosfera pela UNESCO em 2005; a Serra do Espinhaço é uma das regiões de maior biodiversidade do planeta, e além disso constitui, graças à porosidade de sua composição granítica, uma reserva hídrica de extrema importância, abastecedora das bacias do rios São Francisco, Doce e Jequitinhonha. Nas Serras do Ouro e do Raio é feita a captação de água potável para as comunidades de Milho Verde, São Gonçalo do Rio das Pedras e Vau. Diversos sítios de interesse paleontológico (contendo pinturas rupestres) podem ser encontrados nas lapas da região. Pela Várzea passaram, na época colonial, os viajantes que percorriam o caminho oficial, e obrigatório, com destino ao Arraial do Tejuco (Diamantina), no apogeu da exploração dos diamantes. Assim, a região também reúne, aos argumentos em prol de sua preservação, o interesse pelo patrimônio histórico-cultural mineiro, atributo que constitui o maior apelo de roteiros turísticos como o da Estrada Real. Veja os
links: Realizou-se também um debate sobre o PróParque da Várzea e do Lajeado. Ao final do Encontro Ambiental, Bia Domingues brindou os presentes com uma projeção de fotos em que a beleza da Natureza na região de Milho Verde e de toda a Serra do Espinhaço falou, por si própria, da importância de sua preservação.
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A constituição de uma área de preservação que resguarde o abastecimento de água, a atratividade turística e a qualidade de vida da população é o passaporte de Milho Verde para o futuro. Se preservada, a Natureza do entorno vale ouro para os habitantes de Milho Verde: o ouro do turismo. Se dividida, dilapidada e destinada à pecuária e à especulação imobiliária, a Várzea se tornará um deserto arenoso, sem vegetação, sem água, sem cachoeiras, tomado por cercas e erosões. Assim, não restarão atrativos para os turistas, que vieram a Milho Verde atraídos pelo contato privilegiado com a Natureza e que farão o caminho de volta, com destino a regiões mais preservadas. Em consulta pública à comunidade, ocorrida no dia 11 de agosto de 2007, presidida por Paulo Sérgio Procópio Torres, Secretário Municipal de Turismo, Cultura e Meio Ambiente da Prefeitura do Serro, foi decidida a formação do Comitê de Proteção da Bacia Hidrográfica do Córrego do Lajeado.
O solo da Várzea, devido à sua composição quartzarenítica, não se presta ao manejo sustentável em nenhum tipo de exploração econômica agropecuária empregada - quer seja plantio, pastagem natural, pastagem plantada, ou mesmo extrativismo vegetal. Ou seja: o uso da Várzea como pasto deteriora a cada dia as condições locais e, além de ser limitado economicamente, ficará a cada dia menos rentável, até se tornar contraproducente em um futuro próximo, deixando apenas o rastro de uma paisagem desolada, improdutiva e sem atrativos para o turismo. Encontra-se disponível para download o estudo Entre tradição e modernidade: sustentabilidade do desenvolvimento pelo turismo em uma comunidade tradicional de Minas Gerais. A pesquisa, de autoria de Jorge Arndt, e apresentada como dissertação de mestrado em Administração, avalia a formação histórica da região e enfoca as dinâmicas sociais, econômicas e culturais locais em meio aos impactos globalizados do presente. Vários temas de interesse para a comunidade são abordados, entre eles os aspectos sociopolíticos e econômicos do posseamento de Áreas de Preservação e as ameaças e oportunidades para a população no novo contexto competitivo de turismo que ora se desenha. Instituto | Contato | Topo da página | 8º Encontro
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