Creche Comunitária de Milho Verde (construção à direita), com trecho da Várzea ao fundo



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Milho Verde é um distrito com aproximadamente 1.000 habitantes, metade vivendo na área urbana. Faz parte do município de Serro, e situa-se nas vizinhanças de Diamantina - Patrimônio Histórico da Humanidade -, na região do Alto Vale do Jequitinhonha.

Localizada também próxima ao Parque Estadual do Pico do Itambé, Milho Verde é banhada pelo Jequitinhonha. Na região de Milho Verde existem cerca de 140 nascentes que precisam ser preservadas, para que se possa assim garantir volume e qualidade de água ao longo do rio Jequitinhonha.

Rua dos Prazeres, vista do Adro da Matriz de Nossa Senhora dos PrazeresRua do Campo, com Serra do Raio ao fundoVista da extremidade norte da cidade, com Serra do Raio, Pico do Itambé e Serra do Ouro ao fundoVista da cidade ao pôr-do-sol, com Serra de Três Barras ao fundoRua do CampoRua do Campo

Foi povoada na primeira metade do séc. XVIII, e teve importante papel na história da exploração de minerais preciosos no Distrito Diamantino. A extração mineral era a base da economia até poucos anos atrás (estando reduzida hoje a pequenos focos de exploração). No entanto, o garimpo não trouxe vantagens ao distrito: além da destruição ambiental, as condições de trabalho eram precárias e a distribuição de riqueza realizou-se predominante para fora e para um reduzido número de pessoas da região.

A cobertura vegetal nativa é de cerrado e principalmente de campos rupestres, com o solo rochoso ocupando cerca de 70% de toda a área. Ocorre uma grande diversidade na vegetação, com espécies adaptadas à sobrevivência em ambientes pedregosos. A região apresenta-se como um grande laboratório natural para pesquisadores nas áreas de Botânica, Geologia, Engenharia Ambiental, entre outras. 

A natureza é realmente exuberante em Milho Verde. As montanhas de pedra, a rica vegetação, as inúmeras cachoeiras e a possibilidade de uma vida simples e tranqüila atraem a cada dia mais turistas e novos moradores.

Pôr-do-sol visto do Morro do CruzeiroSerra de Três BarrasSerra da BocãinaIgreja do Rosário ao pôr-do-solVista da extremidade norte da cidade, com Pico do Raio ao fundoSerra de Três BarrasSerra do Raio e Serra do Ouro, com Pico do Itambé ao fundoVista parcial da Várzea, a partir da Serra da BocãinaVestígios do pontilhão e dique do Córrego do Lajeado, no trajeto da antiga Estrada Real 

Vale ressaltar ainda a riqueza da cultura e da história setecentista, preservada por uma população constituída, em grande parte, por remanescentes de quilombos. Milho Verde mantém tradições como as Festas do Rosário, de São Sebastião, de São João, de Nossa Senhora dos Prazeres (a padroeira da cidade) e Folia de Reis. Nas Festas do Rosário, apresentam-se três grupos locais de guarda de congado - os Catopés, Marujos e Caboclos - que encantam com sua dança, canto e indumentária própria.

Por tudo isso, o turismo tem representado a atividade econômica mais rentável para a população nos dias atuais. No entanto, não se deve ignorar a complexidade da questão social em Milho Verde, situada em uma das regiões mais pobres do Brasil, com Índice de Desenvolvimento Humano bem abaixo da média nacional. As políticas públicas ainda se mostram muito deficitárias. A oferta de empregos é extremamente limitada, e a renda média da população é de cerca de meio salário mínimo por pessoa.

Veja sobre questões ecológicas em Milho Verde na página do Encontro Ambiental

Veja mais sobre Milho Verde neste endereço:
http://www.cidadeshistoricas.art.br/milhoverde/index.htm

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